UniversoTRI | A inveja… Era uma vez

Inveja nasceu fraquinha, prematura talvez… Era pálida, tinha uma aparência indefinida, às vezes parecia feia e
às vezes, bonita. Com o tempo foi sendo alimentada, e cresceu. Ainda tinha uma aparência instigante, às vezes
bonita, e, às vezes, tão feia. A Inveja nunca aparecia na presença do Amor e nem do Perdão. Mas sabe como é, né? Nem sempre eles conseguiam estar em todos os lugares e sempre andavam juntos; onde um estava, o
outro também chegava. Já na presença da Felicidade, na presença da Beleza, do Sucesso, da Prosperidade, a Inveja dava “a fita” e não perdia uma oportunidade, crescia absurdamente de tamanho, às vezes até sorria para parecer mais simpática. Mas ficava feia de fisionomia, estava na olhar. A Inveja não sabia muito sobre o Amor e o Perdão, eles pertenciam a uma classe mais nobre e a Inveja era pobre. Morria de curiosidade, tinha uma vontade louca de dizer que conhecia os dois, às vezes até mentia, dizendo que já tinha vivido com um Amor e usado o Perdão. Mas era inútil fingir tais passagens… A história de vida dela mostrava tudo o que ela era, só que, de tão cega, ela mesma não percebia, porque a Inveja era de uma ignorância sem fim. Seu pai, o Orgulho, havia sido um péssimo educador, sempre arrogante, falso, sedutor… Nunca amou a Inveja, só a manipulou para que ela somasse nas decisões junto a ele. A mãe, a Preguiça, não tinha a menor vontade de mudar o rumo da história da família. E, então, preferia ficar ali , olhando, participando de uma fofoca, de um pensamento maldoso, ou assistindo tv enquanto a Inveja, seu irmão
Egoísmo e sua irmã Maldade, sorriam e maltratavam a vida das pessoas daquele reino desencantado. Um dia, numa dessas tentativas de destruir a Felicidade, a Inveja se depara com Deus. E Ele pergunta: – “Você não gostaria de ter um pai amoroso, uma mãe cuidadosa, um irmão protetor e uma irmã companheira?” Ela respondeu: – “Você criou um mundo com pessoas mais bonitas do que eu, mais ricas, mais amadas, mais felizes. Conheço até gente que mesmo depois de passar por tragédias ainda são felizes… E eu? Você não me deu nada.” Deus abriu um círculo de luz e ali, como uma tela de cinema, Ele mostrou o pai da Inveja, muitos anos antes. Orgulho era conhecido como Humilde, um moço de bem que um dia, após uma briga com seu melhor amigo, virou a cara e nunca mais falou com ele e nem com as pessoas que pediram para ele voltar à amizade. Sua mãe se chamava antes Empatia, ajudava as pessoas, os vizinhos, sempre se colocava no lugar do outro. Daí veio uma amiga, a Falsidade, e disse para ela: – “Sai dessa vida. Essas pessoas a usam… Pare de ser boazinha, você quer uma estátua de bronze na praça? Cuida da sua vida e procura um homem que queira ganhar muito dinheiro, que seja esperto, e que não tenha amigos, assim ele viverá só pra você.” A Inveja percebeu que, ao assistir tudo aquilo, não conseguiu sentir inveja… Caiu num choro dolorido. Ela estava sozinha! Perguntou pra Deus o que fazer e Deus disse: – “Procure pelo Amor e pelo Perdão… Fale com eles, fique junto deles que a Felicidade, o Sucesso, a Prosperidade, os amigos, a vida vão desejar ter você por perto.” Quando Inveja saía, Deus a chamou. Eles se olharam e, então, Deus, com a voz firme e alta, falou: – “A partir de hoje você se chama Sabedoria… Seus pais e seus irmãos devem buscar também pelo Amor e pelo Perdão!”

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