TRIComportamento| A importância de ser flexível

Se você não for obstinado, você vai desistir de experiências muito cedo. E, se você não for flexível, você vai bater com a cabeça na parede e não vai ver uma solução diferente para um problema que está tentando resolver.”
A afirmação do megaempresário Jeff Bezos, CEO da Amazon, serve muito bem para a vida que levamos em todos os papéis a serem cumpridos: de mãe, de pai, nos relacionamentos, nas amizades e,
também, na vida profissional. O mundo mudou muito desde os nossos pais e avós. Se antes, uma escolha, seja ela casamento ou emprego, era para a vida toda, hoje o que é para toda a vida é que nenhuma escolha precisa ser definitiva. Está em nossas mãos a responsabilidade pelos nossos desejos. Claro, coisas como ser pai e mãe são definitivas e importantes. Nossas origens, entre outras. Mas para todas as outras, há à nossa frente um mar de possibilidades. Por isso, é bom seguir o provérbio chinês: “Não há que ser forte. Há que ser flexível”. Muitos negócios e relacionamentos, por exemplo, “morrem” por ausência de flexibilidade. “Felicidade, prosperidade e sucesso não combinam com rigidez. Quanto mais rígida é uma pessoa, maior será seu sofrimento. Flexibilidade é característica de pessoas bem resolvidas”, atesta o economista, palestrante e
escritor Carlos Hilsdorf.

É uma das melhores estratégias de sobrevivência na vida A importância de ser flexível e nos negócios. Para Hilsdorf, ser flexível é um poderoso diferencial na busca pelos seus objetivos. O chamado “jogo de cintura” é um exercício de flexibilidade e diplomacia; com ele podemos resolver as situações difíceis e complexas. Ser flexível não significa perder sua autenticidade, cedendo a tudo e a todos, segundo o escritor, mas também não é cair na armadilha de achar que você detém o monopólio da virtude. “Nada pior do que aquele ou aquela que pensa que sabe o que é certo para tudo e para todas. Antes de tudo, é um chato”, ressalta.

APRENDER COM A NATUREZA
A teoria da evolução das espécies, descoberta por Charles Darwin, diz que as espécies que sobreviveram na natureza não foram as mais fortes, nem as maiores. Foram as que melhor se adaptaram à mudança. Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada. Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, Mas, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo construída. “Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes, não vê nada por semanas, meses, ou anos”, afirma o palestrante. “Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava”, acrescenta Hilsdorf. E dá a dica de dois hábitos que devemos sempre ter em mente: “Persistência e Paciência, pois você merece alcançar todos os sonhos. E o segundo: é preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.” Ser flexível não é ser
volúvel, como bem nos diz o filósofo Mario Sérgio Cortella. Uma
pessoa flexível é capaz de mudar seu próprio pensamento após pensar bastante. O volúvel muda de ideia a qualquer hora por qualquer coisa. O mundo em mudança constante nos leva a ter de alterar o modo de pensar. Capacidade de ser flexível nas ideias, nas práticas, nas concepções e nas visões, para seu próprio bem e da sociedade. O mundo já não tem mais lugar para o sectário, aquele que acha que certos são os que pensam apenas do jeito dele. Flexível é quem tem suas raízes, com seus valores e práticas, mas está aberto a mudanças para o bem comum, sem deixar esses valores de lado. A coerência anda de mãos dadas com a flexibilidade. Mas há sempre que se fazer essa distinção entre o flexível e o volúvel. Este último não tem raízes e apresenta pouco compromisso com suas raízes, e até mesmo com a ética. O flexível equilibra-se entre o dever, poder e querer, três pilares fundamentais da ética. A mesma milenar sabedoria chinesa citada lá no início desta matéria ensina: “Em noites de tempestade, as árvores rígidas são as primeiras a quebrar. As flexíveis se curvam e deixam o vento passar…” Bons ventos para você.

Compartilhar:

Posts Recomendados

Deixe um Comentário