Você sabe lidar com as mudanças (positivas e negativas) da vida?

Mudanças são parte essencial da vida. A natureza tem seu ciclo anual de mudanças com as diferentes estações. Podemos até afirmar: tudo muda, nada permanece igual. Algumas mudanças têm um impacto significativo em nossa vida. Há as desejadas, como um casamento, uma nova casa, um novo emprego, um novo companheiro, entrar na faculdade, esperar um filho… Nessas situações, temos uma sensação de ganho e damos as boas-vindas, nos sentimos bem, muito embora, às vezes, elas nos apresentem situações difíceis e desafiadoras. Outras mudanças, porém, não são desejadas nem planejadas, como uma doença, uma separação, a morte de alguém querido ou a perda do emprego. Aí temos uma sensação de perda que pode nos afetar de maneira muito acentuada, entristecendo-nos e até deprimindo-nos. Virgínia Satir, terapeuta americana e mãe da terapia familiar, desenvolveu um modelo muito interessante e prático, com seis passos que resumem como o processo de mudança acontece.

1º passo: Vivemos em determinado status quo, ou seja, uma situação de vida em que trabalhamos em um local, temos ou não uma determinada família, moramos num bairro, levamos a vida de certa maneira.

2º passo: Surge, então, o chamado novo elemento, desejado ou indesejado, que chacoalha o status quo. Esse novo elemento pode ser qualquer uma das mudanças citadas anteriormente.

3º passo: Essa chacoalhada na vida nos leva ao que Virginia chamou de caos. O mundo não é mais o mesmo e isso nos leva a uma sensação de incerteza, porque, de fato, não sabemos o que vai acontecer ou para onde vamos. Pode ser um alívio saber que não enlouquecemos, pois é apenas uma fase que também vai passar. Nas grandes perdas da vida, pode ser o momento de luto, da dor. Muitas vezes, o caos traz sensações físicas de ansiedade e tensão. É importante saber que isso faz parte da experiência humana para que possamos acolher os novos aprendizados que dela decorrem.

4º passo: O ciclo de mudança não termina no caos. Depois vem o ponto de escolha. Esse é um momento interessante, no qual temos a opção de voltar a um padrão anterior ou tomar uma nova direção.

5º passo: Em seguida, vem outra fase importante, a dos novos aprendizados e práticas, ou seja, do nosso comprometimento em adotar hábitos a partir das novas experiências. É fundamental ter em mente que, se não adquirirmos novos hábitos na vida, dificilmente a mudança positiva se estabelecerá. Como dizia a citação atribuída a Einstein: “Que loucura é esperar um resultado diferente fazendo a mesma coisa”.

6º passo: Ao fim desse processo, chegamos a um novo status quo, que certamente será chacoalhado por um novo elemento, mais cedo ou mais tarde. Um acompanhamento terapêutico, um guia espiritual, uma caminhada na natureza, uma viagem, um amigo, uma massagem. Recursos são tudo que nos favorece no caminho do nosso fortalecimento e nos energiza. Entre os afazeres e as urgências da vida, é importante considerar o que realmente é essencial para a manutenção da vida e do entusiasmo. •

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